segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Brasil é o país com o maior número de crimes contra gays no mundo.





Este ano 11 homossexuais já foram mortos no estado. Há quatro anos, a Bahia ocupa o primeiro lugar no país em assassinatos de gays e lésbicas.

O Brasil é o país com o maior número de crimes contra gays no mundo. São 200 mortes todo ano. Uma pesquisa identificou o estado com mais casos registrados: a Bahia. Depois vêm Alagoas e São Paulo.



Veja a reportagem completa no site Bom Dia Brasil

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Semana BH sem Homofobia



16/07/2011- Lançamento do Manifesto da 14º Parada do Orgulho LGBT

16/07/2011- O Arco-íris vai à feira
Local: Feira de Comidas Típicas Tom Jobim, 13h
Endereço: Av. Bernardo Monteiro, S/N, esquina com Av. Brasil,  Funcionários – BH/MG
Contato: (31) 3075-5724
17/07/2011- I Feijoada da DiversidadeLocal: Escola de Samba Cidade Jardim, a partir das 12h.
Endereço: Rua Gentios, 1415 c/ a Raja Gabaglia, 2200 – Conjunto Santa Maria
Contato: (31) 3075-5724
18/07/2011- Mostra de Filme – 3 Formas de OlharFilme: Dzi Croqueti
Local: Centro de Cultura de Belo Horizonte, 19h
Endereço: Rua da Bahia , 1149 – Centro – BH/MG
Contato: (31) 3075-5724
19/07/2011- CRP-MG na luta por uma Minas sem homofobiaTema: “Uma conversa franca: conhecendo mais sobre o kit escola sem homofobia”.
Local: Sede do Conselho Regional de Psicologia
Endereço: Rua Timbiras, 1532, 6º andar – Lourdes – BH/MG
Realização: Comissão de Direitos Humanos/CRP-MG e CELLOS-MG
Contato: (31) 2138-6767

20/07/2011- Cerimônia de entrega do VII Prêmio Direitos Humanos e Cidadania LGBT de Belo Horizonte
Local: Museu Histórico Abílio Barreto, 19h.
Endereço: Av. Prudente de Moraes, 202- Cidade Jardim – Belo Horizonte
Contato: (31) 3075-5724
21/07/2011 – Seminário: Decisão do Supremo Tribunal Federal e seus desdobramentos na garantia dos direitos e cidadania LGBTLocal: Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Endereço: Rua Rodrigues Caldas, 30 – Santo Agostinho, - BH/MG
Realização: Centro de Referência LGBT de Belo Horizonte, Comissão da Diversidade Sexual da OAB-MG, Ministério Público Estadual.
Contato: (31) 3277-4128
22/07/2011- 9º Seminário Saúde e VisibilidadeLocal: Secretaria Municipal de Políticas Sociais de Belo Horizonte, 14h
Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 18º andar – Centro – BH/MG
Realização: Associação Lésbica de Minas Gerais
Contato: (31) 3267-7871
23/07/2011- I Seminário Mineiro de Organizadores de Parada que fazem prevenção as DST/AIDS e Hepatites ViraisLocal: Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania, 9h
Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 12º andar – Centro – BH/MG
Contato: (31) 3075-5724
23/07/2001- Encontro de Voluntários – Tudo Haver EspecialLocal: Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania, 14h
Endereço: Av. Espírito Santo, 505, 12º andar – Centro – BH/MG
Contato: (31) 3075-5724
23/07/2011- Festa da XIV Parada do Orgulho LGBT de BelôLocal: Gis Club, 22h
Endereço: Av. Barbacena, 133, Barro Preto – BH/MG
Contato: (31) 2515-4121
24/ 07/2011 – XIV Parada do Orgulho LGBT de BHLocal: Praça da Estação – Centro de Belo Horizonte
Horário: a partir das 11h - Ato: Político e Cultural
16h - Saída da Parada
Itinerário: Rua da Bahia, Av. Afonso Pena e finaliza c/ a Rua Prof. Moraes
Realização: CELLOS-MG
Contatos: (31) 3075-5724,
E-mail:
cellosmg@yahoo.com.br,

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Existe homofobia e está bem diante de nossos olhos!

Ok, pessoas, de um tempo sem postar aqui, (ainda não sei se poderei atualizar diariamente) voltarei sempre que tiver tempo e disposição a veicular notícias, debates, vídeos e o que mais disser respeito à nossa luta contra a homofobia e o preconceito contra os LGBT"s.

Essa semana, como tenho ficado mais em casa, tive acesso um material chocante, porém necessário para estudarmos as origens desse preconceito canceroso que é a homofobia na sociedade brasileira. Trata-se de um vídeo sobre um programa da emissora SBT, no qual trata-se de ataques violentos de homofóbicos num evento gay em SP.

VIDEO 1


VIDEO 2
No primeiro vídeo, podemos ver claramente o ódio que os agressores despejam contra os agredidos, e no segundo vídeo, quando eles tentam se justificar perante a pergunta do reporter; do por quê eles não toleram os homossexuais, através de suas falas, nota-se até mesmo o grau de escolaridade dos agressores, e como, descaradamente, usam o nome de Deus para justificar a sua barbárie. Seria muito simplista atribuir todo esse ódio, revolta e intolerância à religião; pelo seu caráter alienante. Sim, a religião tem sua parcela de culpa, porém não podemos deixar de apontar que a educação, e os "valores morais" que esses jovens receberam (se é que receberam algum!) é que, atrelados ao fanatismo religioso e à desinformação, encoraja esses jovens a sair por aí fazendo justiça com as próprias mãos, exterminando todos os viados do planeta.

O que podemos tirar de tudo isso é que: existe homofobia sim! E ela não é mais velada como há pouco tempo! A homofobia é, hoje, o preconceito que o brasileiro parece ter orgulho de exercer e mostrar! Isto é uma vergonha! E enquanto eu estou aqui postando, há uma travesti sendo assassinada, uma lésbica sendo estuprada e um gay sendo espancado, e pasmem! Apenas pelo SIMPLES FATO de serem o que são!
Brasil, onde está a vergonha? Onde está o orgulho em  SER preconceituoso?

PROGRAMA VEICULADO NO DIA 13/04/2011


Gay. Eu sou




Homofobia é crime, não seja cúmplice. Denuncie!

Gay. Eu sou. E não preciso de uma família. Ah, digo... uma família que me abandone por completo apenas porque eu não vou me casar com um ser do sexo que eles queriam para mim. Posso dizer, convicta, que não preciso de um irmão, se ele é capaz de me estuprar porque acha que é errado eu não gostar de pênis. Também não preciso de um pai se ele se acha no direito de me bater por causa da minha orientação sexual. Tampouco preciso de uma mãe, se ela não mede as consequências ao me dizer que preferia que eu fosse uma vagabunda ou que estivesse morta, em vez de ser lésbica. Então, posso dizer, convicta de mim mesma, que também não preciso de amigos, se eles se afastam de mim ao descobrirem que não gozo da mesma preferência sexual deles. Até mesmo não preciso de um deus, a quem diga que sabe de todas as coisas, e que me criou, junto ao universo, mas que rejeita a minha existência por eu ser homossexual. (Mas ele não sabe de todas as coisas?!) Vivo em sociedade e também não preciso de pessoas alheias a julgar o que faço da minha vida, baseado no sexo das pessoas com quem eu me relaciono afetiva-sexualmente. E preciso menos ainda, de religiosos ditando o meu destino, baseado num livro altamente preconceituoso, escrito há mais de 2000 anos, para dizer que estou cometendo pecado e abominação. Quem eles pensam que são para o fazê-lo? Quem está na minha pele sou eu. Quem sente as coisas sou eu. Quem decide se vou beijar uma homem ou mulher sou eu! Sem mais. Não há porque haver tanto preconceito e discriminação. Até mesmo o Jesus dos cristãos (os mesmos de hoje, preconceituosos e fanáticos), JAMAIS condenou um ser humano qualquer que fosse o pecado do mesmo. Então, COM BASE EM QUÊ, E COM QUE DIREITO as pessoas pensam que podem condenar a sexualidade alheia?

Respondam-me.

FONTE:http://www.frentelgbt.com.br/

 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

14a Parada LGBT de BH


Belo Horizonte confirmou para o dia 24 de julho a realização de sua 14ª Parada do Orgulho LGBT. A manifestação tem concentração a partir das 11h na Praça da Estação, que fica bem no centro da capital mineira, e neste ano vem com o tema “Chega de mortes e violência. Por um Brasil sem homofobia!”.
A realização é do grupo de defesa da cidadania LGBT Cellos (Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais). Mais informações pelo telefone (31) 3075-5724 ou pelo e-mail cellosmg@yahoo.com.br.

PROFISSÃO REPORTER - HOMOSSEXUALIDADE

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Ana Maria Braga - Homossexualidade

PARTE 1




PARTE 2

segunda-feira, 27 de junho de 2011

28 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO ORGULHO LGBT

No dia 28 de Junho deste ano é comemorado mais um Dia Mundial do Orgulho LGBT. Uma data histórica para a comunidade LGBT que no mesmo dia, mas 41 anos atrás, reagia pela primeira vez contra a homofobia, o preconceito e a represália das autoridades por conta da orientação sexual.


ONDE TUDO COMEÇOU

No início da manhã de 28 de Junho de 1969, alguns homossexuais em Nova York decidiram reagir à constante perseguição de policiais que diariamente invadiam clubs e casas que funcionavam de forma praticamente clandestina mas eram tradicionais pontos de encontro entre cidadãos LGBT.

O bar Stonewall Inn – mais conhecido por Stonewall – foi o palco deste acontecimento histórico, dando origem à chamada Batalha de Stonewall, considerada a primeira manifestação organizada de cidadãos LGBT contra o preconceito.

Desde 1969 a data é lembrada mundialmente por diversos países que comemoram o Dia Mundial do Orgulho LGBT.

PERSPECTIVAS - Homofobia e Escola

O Perspectivas - Homofobia e Escola mostra que na escola, infelizmente, os preconceitos e os atos de discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros muitas vezes são naturalizados, tidos como irrelevantes ou encobertos pelo disfarçe da brincadeira. Cotidianamente no âmbito escolar falas, comportamentos, expressões, brincadeiras intolerantes e homofóbicas se proliferam no ambiente escolar e muitas vezes os professores, diretores e orientadores pedagógicos não só se omitem, mas participam ativamente da reprodução dessa violência contra os não heterossexuais. Mostra ainda as divergências entre as várias opiniões da sociedade.

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PERSPECTIVAS - Homofobia e Escola [01|03] from TV Perspectivas on Vimeo.




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PERSPECTIVAS - Homofobia e Escola [02|03] from TV Perspectivas on Vimeo.



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PERSPECTIVAS - Homofobia e Escola [03|03] from TV Perspectivas on Vimeo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Globo Educação: Diversidade Sexual na Escola - 04/06/2011

O programa discute homofobia, sexualidade, gênero, homossexualidade, transexualidade, preconceito e educação. Participação especial do Projeto Diversidade Sexual na Escola da UFRJ.


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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Carta aberta à Presidenta Dilma Vana Rousseff




29/05/2011

mariafro

Querida presidenta Dilma,


No seu governo, ficamos felizes porque vinham se concretizando afirmações feitas na campanha e na posse. No dia 30/03/2011 houve a posse do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que é composto por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil. Um avanço importantíssimo.

Ficamos mais felizes ainda com sua convocação no dia 18/05/2011, em conjunto com a Ministra Maria do Rosário, da II Conferência Nacional LGBT, a ser realizada nos dias 15 a 18 de dezembro de 2011.

Na semana do Dia Internacional (e Nacional) Contra a Homofobia, fomos recebidos por 12 ministérios de seu Governo, para tratar de questões LGBT.

Também para relembrar, em discurso de posse Vossa Excelência afirmou:

“Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos”

“O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um… de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação

“Essa não será uma tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçada por toda a sociedade”

“A ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras“.

No entanto, no dia 25 de maio recebemos a notícia desalentadora que V. Excia. suspendeu - sem ter consultado os Ministérios envolvidos, o próprio Conselho Nacional LGBT, ou outras pessoas diretamente envolvidas com o assunto – um trabalho árduo de pelo menos 537 pessoas de todas as regiões do país, conduzido por instituições de renome: a Pathfinder do Brasil, a ECOS – Comunicação em Sexualidade; a Reprolatina – Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva, e realizado durante 3 anos em parceria com o Governo Federal. O produto desse trabalho, o Kit do Projeto Escola Sem Homofobia, foi avalizado pelo Conselho Federal de Psicologia, UNESCO, UNAIDS, entre outras entidades de renome nacional e internacional.

O material do kit foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa”, e que deliberou que o material está apropriado para uso no Ensino Médio.

>No dia 03 de maio, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Procuradoria Geral da República) promoveu uma audiência pública intitulada “Avaliação dos programas federais de respeito à diversidade sexual nas escolas”. A avaliação incluiu o kit de material do projeto Escola Sem Homofobia, e concluiu que o mesmo está apropriado para uso no Ensino Médio.

Queremos dizer que não queremos “propaganda” de nossa ORIENTAÇÃO* sexual e nem de nossa identidade de gênero. Nunca pedimos isto. Todo mundo sabe que somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. (grifos do Maria Frô)

Querida presidenta Dilma … esta carta não é chantagem. É uma reivindicação baseada nos compromissos afirmados por seu governo e baseada nas garantias fundamentais da Constituição Federal.

Como cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, queremos políticas públicas e legislações para acabar com a vergonha nacional do “HOMOCIDIO” Brasileiro … 3.448 assassinatos, segundo o Grupo Gay da Bahia.

Veja as outras cifras de pesquisas científicas:
60% dos/das LGBT Brasileiros/as já foram discriminados/as
20% dos/das LGBT Brasileiros/as já foram espancados/as
60% dos/das profissionais de educação não sabem lidar com LGBT
87% dos/das brasileiros/as têm preconceito contra LGBT.

40% dos adolescentes masculinos não querem nem saber de estudar com LGBT.

Estas e outras informações sobre discriminação e a violência contra a população LGBT estão disponíveis para consulta em: ABGLT

Ainda, em junho de 2010, foram publicados os resultados de uma pesquisa promovida pelo Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, referente à população gay. Embora o enfoque da pesquisa tenha sido a obtenção de informações sobre a epidemia da aids nesta população, outros dados relevantes também foram revelados, entre os quais destacamos que 51,3% dos entrevistados afirmaram ter sido discriminados no local de trabalho em função de sua orientação sexual.

Presidenta Dilma como mãe e como vovó veja este vídeo da Dona Angélica mãe que perdeu seu filho Alexandre Ivo causado pelo homofobia (No Maria Frô o vídeo foi publicado em janeiro/2011)… triste né? Eu chorei muito.

Todos e todas contra a violência e a discriminação à comunidade LGBT neste pais.

Enfim presidenta Dilma,

“Façamos da interrupção um caminho novo.

Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro.” (Fernando Sabino)

Continuamos nosso diálogo.
Sangrando na luta (ainda) não morto.
Tudo que não nos mata nos fortalece (Nietzsche)

Nossa luta se estremeceu mas com isto também nos fortaleceu e percebemos que temos que derrubar muito mais muros e construir muito mais pontes a alem do que já fazemos.

“Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte
Terra adorada!
Entre outras mil és tu Brasil, ó Pátria amada!” (Hino Nacional)

Parabéns Supremo Tribunal Federal – o principio da igualdade venceu. Orgulho do Brasil
Nós LGBT unidas e unidos sempre com aliados e aliadas contra homofobia individual, social e institucional.

Queremos a aprovação imediata de uma lei que criminalize a homofobia. A base aliada é ampla. A senhora pode nos ajudar muito sim. Com certeza será mais fácil que o código florestal.

Queremos o investimento de recursos em todos os Ministérios para que as 600 propostas da 1ª Conferência acional LGBT saiam do papel e o descontingenciamento já de todas as emendas destinadas as ações de proteção e garantia da cidadania da população LGBT (accountability now).
Queremos que os órgãos do Governo Federal implantem imediatamente as 166 ações do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT.

Queremos que haja registro oficial nos Boletins de Ocorrência e Laudos dos IML sobre a violência e discriminação contra a população LGBT. Para ter políticas de combate a este fenômeno, há de ter estatísticas oficiais. Governador Sérgio Cabral pode colaborar muito.

Queremos que seja cumprido o Decreto 109-A, de 17 de janeiro de 1890, que estabelece a Laicidade do Estado, e o respeito a todas as religiões, qualquer seja sua denominação, e o respeito aos ateus e às ateias.

Além do kit Escola Sem Homofobia, queremos um grande kit “Sociedade Sem Homofobia”. Queremos uma Campanha Nacional do Governo Federal contra a Homofobia. Queremos uma campanha contra o bullying e contra toda e qualquer forma de discriminação.


Isto posto, estamos convocando as organizações LGBT afiliadas da ABGLT – assim como as organizações e pessoas parceiras e aliadas – para, juntos e juntas, no mês de junho – em que se comemora o Dia Nacional e Internacional do ORGULHO LGBT, fazermos uma mobilização nacional em todas as capitais e cidades, iniciando em São Paulo com a maior Parada LGBT do mundo, denunciando a situação da discriminação e violência contra a comunidade LGBT brasileira. E com todos os casais homoafetivos registrando suas uniões estáveis, em pé de igualdade com seus pares heterossexuais. Viva os 11 Ministros do STF.

“Hasta la Victória siempre”. Que a “Sierra Maestra” da homofobia seja tomada pelo respeito à diversidade humana neste pais.
Esse pais tem Justiça, que o diga os dez ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão do STF é o exemplo e o norte para o Executivo e o Legislativo. Agradecemos pelo apoio de seu Governo: nos dias 4 e 5 de maio, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União defenderam no Supremo Tribunal Federal o reconhecimento da igualdade de direitos dos casais homoafetivos e a Ministra da Secretaria de Direitos Humanos e membros de sua equipe acompanharam a votação pessoalmente.

Que a



seja cumprida em todos seus artigos, principalmente o artigo 3º: Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (inclusive para pessoas LGBT).
e o artigo 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Que derrubemos a “Bastilha” do racismo, machismo, patriarcado, obscurantismo, antissemitismo, fundamentalismo, fanatismo, a homofobia e a intolerância religiosa. Que tudo isto vá para o ralo da história.
Estamos abertos ao diálogo e à negociação, sempre.
País rico é um país sem pobreza, e também sem homofobia. Todos e todas contra a miséria social e intelectual.
Fraternalmente
Toni Reis, Professor, Especialista Sexualidade Humana, Mestre em Filosofia, Doutorando em Educação, Conselheiro do Conselho Nacional LGBT, Agraciado pelo Prêmio de Direitos Humanos do Governo Federal em 2010, Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (gestão 2010-2012), Secretário do Conselho Diretor da ASICAL – Associação para Saúde Integral e Cidadania na América Latina e Caribe.
*não OPTAMOS por ser LGBT. Quem optaria por sofrer todas estas e outras formas de preconceito, estigma, discriminação e violência?


Fonte:http://mariafro.com.br/wordpress/

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os Gays e a Bíblia


(FREI BETO)

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.
No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).
Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).
No 60º aniversário da Decclaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.
A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.
Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.
São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.
A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).
Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?
Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.
Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?
Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.
No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).
Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).
No 60º aniversário da Decclaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.
A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.
Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.
São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.
A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).
Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?
Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.
Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?
Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Governo do Estado do Rio realizará cerimônia de casamento com 50 casais Gays



Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro realizará no dia 10 de junho uma cerimônia que pretende oficializar a união estável de 50 casais Homossexuais.

A iniciativa tem parceria com a Defensoria Pública e faz parte da campanha "Rio Sem Homofobia". "Já temos 35 casais interessados e a expectativa é grande. Se houver mais de 50 interessados, vamos trabalhar para atender a todos", disse Cláudio Nascimento, superintendente de Direitos Individuais e Difusos.

Os casais que não têm condições de pagar a taxa para o registro de União Homoafetiva, que gira em torno de R$ 200, poderão apresentar atestado de pobreza e receber a isenção do pagamento. Cada casal terá o direito de levar cinco familiares.
 
 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

17 de maio dia Internacional contra a Homofobia

Primeiro Beijo Lésbico na TV

 
 
Lindo! Apesar de todas as críticas à novela, que em parte são verdadeiras mesmo, temos que reconhecer que tem tocado em pontos nevrálgicos da discussão sobre os Direitos Humanos no Brasil: tortura, abertura dos arquivos, homossexualidade, censura, repressão, enfim, está trazendo à tona muitos debates.

sábado, 14 de maio de 2011

Vice-Diretora é exonerada por constranger aluno

A vice-diretora da Escola Estadual Armandina Marques, em Salvador (BA), foi exonerada do cargo nesta sexta-feira (13) depois de questionar a opção sexual de um aluno de 11 anos.
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, a criança estava brincando com um colega na sala de aula quando a vice-diretora, que também é professora, disse que ele estava sendo indecente e perguntou se ele gostava de homem ou de mulher. Como se não bastasse o questionamento, a mulher suspendeu o menino por dois dias e enviou uma carta à mãe dele relatando o ocorrido e perguntando a opção sexual do filho.
Revoltada, a mãe denunciou a professora e ela acabou sendo exonerada. Mesmo assim ela deu entrevista à uma emissora de TV da Bahia confirmando o que fez e defendendo a carta enviada a mãe.


Fonte: Supernoticia

segunda-feira, 9 de maio de 2011

17 de maio: Dia Internacional Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia! A luta continua!


sexta-feira, 6 de maio de 2011

União Homoafetiva - SFT reconhece nova estrutura familiar


PARABÉNS A TODAS AS ENTIDADES DE APOIO À IGUALDADE DE DIREITOS PARA GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS, TRANSGÊNEROS, ENFIM, PARA A DIVERSIDADE SEXUAL.
EM DEFESA DOS DIREITOS, COMBATENDO O PRECONCEITO!



A decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece a união estável entre homossexuais enche de esperança aos homossexuais, uma vez que apenas lutam por construir uma sociedade mais isônomica e, procuram ter os mesmos direitos dos heterossexuais, já que os deveres já são equiparados.

O fato do STF ter votado a favor da união homoafetiva, não garante por lei esses direitos, mas podem ser legitimados pela decisão do STF, que abre um precedente jurídico.

Assim sendo, esses direitos podem ser adquiridos tanto por atos normativos de órgãos do Estado quanto por ações judiciais.

BENEFÍCIOS


Inscrever parceiros como dependentes da previdência
Receber abono-família
Receber auxílio-funeral
Incluir parceiros como dependentes no plano de saúde
Ter licença-maternidade para nascimento de filho da parceira
Ter licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro
Participar de programas do Estado vinculados à família
Inscrever parceiro como dependente de servidor público

VIDA FAMILIAR


Reconhecida a união estável
Adotar sobrenome do parceiro
Acompanhar o parceiro servidor público transferido
Garantia de pensão alimentícia em caso de separação
Assumir a guarda do filho do cônjuge
Adotar o filho do parceiro
Poder ser inventariante do parceiro falecido
Visita íntima na prisão
Alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime
Proibir a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem do companheiro falecido ou ausente
Segredo de justiça nos processos que se referirem a qualquer coisa que esteja discutindo a união ou separação
Autorizar cirurgia de risco
Herança

VIDA FINANCEIRA

Somar renda para aprovar financiamentos
Somar renda para alugar imóvel
Direito à impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside
Fazer declaração conjunta do IR
Reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro ao amante
Solicitar o seqüestro dos bens do casal, caso o companheiro os estiver dilapidando e estiverem dissolvendo a união 




"Se você quer me reconhecer, me reconheça como igual. E como diferente. Nós não precisamos nos gostar. Nós não precisamos nos amar. Nós simplesmente precisamos aprender a conviver. Talvez nem sempre dê pra gente entrar num acordo. Talvez em alguns momentos a gente caia na porrada. Mas se for assim, que seja uma briga justa, e não um genocídio. Que seja uma porrada, e não 49 facadas. Que seja uma luta. E não um crime. Se as nossas diferenças se tornarem em algum ponto tão incompatíveis, que você saiba me reconhecer como adversário à altura, e eu idem. E vamos à disputa. Afinal, quem disse que democracia é consenso? Muito pelo contrário. Democracia é apenas um jeito um tanto mais justo da gente brigar. E além disso, minha raiz não me deixa pensar diferente, não é a harmonia que faz as coisas andarem. É justamente a discórdia! É o desequilíbrio que faz a gente aprender. É o conflito que move a própria História." (Alexandre - UFRJ).


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Videos LGBT contra o preconceito



ALMAS EM CORPOS NUS - PARTE 1



ALMAS EM CORPOS NUS - PARTE 2